quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Vibrations: Post com final natalino =D
Eu vou escrever hoje sobre coisas que já devo ter dito várias vezes...Isso é chato, mas ando com sinceras saudades de postar, então o farei. Por isso leiam, mesmo entediados, por favor.
Tem gente muito louca nesse mundo né? Eu conheci uma vez uma menina que dizia com orgulho que só conseguiu superar o ex namorado depois de começar a tomar prozac. Na moral, tenho vergonha de ter tomado uns porres, a maluca tomava prozac, e achava lindo! Essa garota falou pra minha irmã que ela tinha que suportar o sofrimento que lhe era imposto, porque ser forte era isso, isso era superar obstaculos.
Eu ouvi isso, e por pouco não mandei ela tomar no cu.
Certo, talvez alguns de vocês discordem de mim agora. Mas isso não é ser forte, é ser burro. Ser forte pra mim é escolher o melhor caminho e superar os imprevistos, os contratempos. Suportar tristeza, sofrimento, é coisa de animal. Somos espertos, jovens, bonitos e promissores. Por que demonios escolher um caminho que nós faz infelizes? A ordem mor do mundo não é ser feliz (Tá, pra alguns é ter dinheiro. Mas isso é loucura.)?
Uma mulher muito sabia me disse uma vez: A dor é inevitavel... O Sofrimento é opcional.
Deixa eu explicar. Durante a sua vida, vão acontecer muitas coisas ruins. MUITAS mesmo. E a dor que essas coisas vão proporcionar vão ser sempre terriveis. Você vai realmente sentir muita dor, talvez tanta que você não se sinta capaz de aguentar tanta dor. Mas a forma como você lida com isso é seu, entende? Você pode discordar disso, sei lá. Mas sinceramente, todo mundo (inclusive eu) que sofreu muito por algo ou alguém, no final das contas, viu que aquilo tinha sido uma opção. Por favor, entendam sofrer como: Martirizar-se, parar a propria vida, se revoltar com o mundo, usar drogas, etc.
Me diz... Alguém tem que optar viver isso? Ser forte é aguentar um martirio desnecessário? Fala sério... Eu sinceramente acredito que a gente tem que viver de um modo que nos faça feliz, apesar de tudo. Veja bem, APESAR de tudo. No fim, sinta a dor, chore, bote pra fora, fale com seus amigos(as) a respeito, respeite seu tempo. E então seja forte, de verdade, e se levante já procurando um novo caminho, um novo sentido, uma nova forma de ver as coisas. Ser forte exige dinamismo.
Sabe, há quem diga que eu fiquei frio, que eu fiquei amargurado pelos meus ultimos relacionamentos. Eu rio sozinho disso, as vezes. Já as vezes eu fico preocupado, pensando se isso é verdade. Será que eu deixei de acreditar em coisas importantes só por elas terem ocorrido com as pessoas erradas? A Mare mesmo teve que ler uma dessas crises existenciais no msn.
Sobre isso eu respondo: Eu ando vendo as coisas de um jeito diferente. Porque, na minha vida, as coisas que acreditava se mostraram erradas. E insistir numa teoria que parece errada, pra mim, é imprudencia. Mas não quer dizer que tudo esteja mesmo errado. E nem que eu estou triste, frio ou amargurado. Só quer dizer que minha vida mostrou as mudanças que TINHAM que ocorrer. Talvez um dia voltem a ser como eram. Talvez me mostrem um jeito de ser mais feliz... Como saber? Eu estou tentando ser forte. Ser dinamico.
Minha visão atual do amor romantico classico e perfeito é a mesma que tenho do papai noel. Até uma certa fase da sua vida, todo mundo que que você acredite cegamente. Depois, todo mundo quer te fazer pensar que é algo intangivel, impossivel, e é melhor você aceitar sem pestanejar que as pessoas que cuidam de você é que fazem a mágica acontecer.
Aí se passa mais algum tempo, e resolvem te falar sobre uma historia antiga que aconteceu com tal pessoa, em tal lugar, de um papai noel que apareceu mesmo. No fundo...você quer que o bom velhinho exista, mas é melhor se acostumar que talvez ele não seja real.
Eu ainda quero ver o papai noel, sério. Só que talvez ele e o amor tenham realmente sido inventados pela coca-cola...
E além disso, minha casa nunca teve chaminé. E vai continuar sem ter.
Deal with that, fuckers.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Vibrations: Lya Luft mandando bem? Putz... To doente
E lendo a veja dessa semana, me preparei para pular, como sempre faço, o texto da semana da Lya Luft. Mas por uma ironia no destino, hoje eu não pulei. E tenho que admitir, hoje, minha colunista preferida ao inverso, destruiu escrevendo. O tema era simples, ela se defendia de criticas direcionadas a ela. Os criticos diziam que ela se referia de modo pejorativo ao jovens e crianças, e ela HUMILHOU seus criticos, de um modo muito sutil, dizendo-os que seus textos não criticavam os jovens e crianças, e sim, àqueles que os criavam, ou seria, ela mesma e todos os adultos. Dizia ela que isso era devido ao fato de que os ditos adultos estavam entregando um mundo puta bagunçado pra gente. E nós, loucos e imorais como somos, assumiriamos isso sem ter um exemplo adequado.
Isso me fez pensar sobre nós, os loucos e imorais, estamos lidando com essa loucura e imoralidade. Certo, venha Guga, bata na minha cara e fale que somos todos legais por dentro. Venha Mare, pinte a pagina de comentarios de vermelho e diga que no socialismo todos seriam bonitos, legais, morais, ricos e felizes. Mas a verdade é que não importa como somos por dentro, e sim o que fazemos com essa bosta que existe por dentro. E o socialismo não importa, ele não existe mesmo. Então vamos nos manter no visivel e real.
Um dos poucos professores (o sentido real da palavra) que tive na vida me decepcionou imensamente uma vez. Ele disse que seria politico e roubaria como todos os outros. Eu sempre admirei o quanto ele era sincero comigo, e nesse dia, ele foi sincero como sempre. Eu era muito novo na época, então a partir desse dia, eu perdi a conta de quantas vezes me repetiram essa mesma coisa, com os mesmos argumentos.
Eu juro que quero uma mudança para o mundo. Não to falando de uma revolução socialista, pra mim seria até pior. To falando de uma revolução de mentalidade, de consciencia, de responsabilidade. O foda é que vejo que as pessoas andam a passos lentos pra essa direção. As vezes me pergunto: Há mesmo como salvar o mundo? Ou estamos fadados a sermos vitimas de nós mesmos? Eu não sei. Sinceramente. Mas sei que a esperança existe né? E enquanto alguém acreditar, tudo é possivel. Não é essa a maior mensagem que Jesus trouxe?
Então me mantenho fiel a ideia de que mesmo sendo imoral e louca, a juventude ainda vai mudar o mundo. E eu quero fazer parte disso. Eu ainda acredito nisso. A esperança de construir um munto melhor pode mesmo construir um mundo melhor. Sei lá. Esse texto foi mais apelativo que os outros. Mas... Vocês ainda acreditam ou sou só eu? Vocês ainda trabalham para um mundo melhor ou só eu? Eu quero, um dia, poder fazer todo mundo acreditar que um mundo melhor é tão possivel quanto o flamengo ganhar o hexa campeonato brasileiro. Parecia impossivel, pode demorar muito tempo, mas quando acontece é uma felicidade que não acaba mais.
Abraços a todos.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Vibrations: Teorias do amor moderno
Eu sempre tive uma visão muito romantica (de romantismo literario mesmo) do amor. Acho que os filmes, livros, desenhos, etc, fazem a gente acreditar num “felizes para sempre”. E além disso, eu tive um grupo de amigos (inclua o Gustavo aqui , com destaque, por favor) que reforçaram essa ideia, e me fizeram procurar um amor perfeito e eterno. E logico, não encontrei.
Claro, tenho 18 anos, não é idade para tirar uma conclusão tão séria quanto “O amor não existe”. Mas meu tempo de vida me fez tirar uma conclusão que acredito piamente, pelo menos por enquanto:
“O amor não existem como os livros, filmes, Gustavo(zueira xD) , etc, contam.”
Agora que vocês leram isso, devem ter pensado: “putz, esse mané só descobriu isso agora?!” . O que é que posso dizer em minha defesa? Sou meio lento pra algumas coisas. Portanto, vou estender um pouco mais o assunto.
Eu pensava que ia encontrar um dia uma pessoa que fizesse o mundo parar de rodar. Tudo ia dar magicamente certo e nós ficariamos juntos pra sempre. As vezes pensava que não podia ser facil assim. Então talvez, pra mim, ia ter que ter luta: lutar contra a falta de interesse dela, lutar contra a distancia, lutar contra o final (parece, mas não to falando da mesma pessoa nas três afirmações xD), entre outros. E guiado por esse tipo de pensamento, eu vivi alguns dos dramas mais idiotas de toda a minha vida. Tem gente que acha essas vendetas bonitas. Eu acho bonito o sentimento que as move, mas não elas em si. Afinal, normalmente (não falo só de mim) acabam na mais pura frustração. E o quanto você se sente descartavel e patetico não é nada bonito. Nem preciso descrever muito isso, acho que todo mundo aqui já teve essa experiencia.
E eu acho especialmente engraçado duas coisas a respeito desse jeito de ver o amor e suas complicações: Primeiro, como você tende a arranjar desculpas pra todas as coisas as coisas erradas que a pessoa amada faz de ruim. Exemplo: Uma amiga minha gostava de um cara, e ele falava pra todo mundo que não queria nada com ela. Mas com ela, ele falava que era apaixonado pela mesma. Ela, coitada, achava que ele tinha vergonha dos sentimentos dele (Sim Mare, ela era burra pacas...).
E segundo: Como as pessoas ao seu redor tendem a se comportar. Dou um exemplo meu agora. No primeiro semestre, quando falava sobre a minha ex-ex, todo mundo tendia a dizer que com certeza eu ia conseguir voltar com ela. Mesmo que não acreditassem nisso (Obrigado a vocês que foram sempre sinceros comigo). E um outro bom exemplo é a minha ex, a gente terminou faz uma semana. E eu falo: “Ela terminou comigo porque não gosta de mim, se gostasse, não terminava. É só isso”. E muita gente apresenta teorias conspiratorias sobre porque ela terminou comigo. Claro, queria muito acreditar nessas teorias. Mas aí eu entraria na coisa engraçada número 1. E eu não ando com muito saco pra me enganar. (Acreditem ou não, não ando em fossa nem nada. Podem relaxar. Na verdade, meu termino virou piada na minha roda de amigos). Todas as pessoas querem ver um “amor de verdade” se concretizar, pra ter esperança de que possa ocorrer com elas também, talvez por isso falem essas coisas. E além disso, é dificil discordar de alguém apaixonado, parece que você vai ofender a pessoa né?(as vezes ofende mesmo)
Continuando.. Depois de adquirir mais experiencia, pensamentos novos, conhecer pessoas novas. Eu tirei novas conclusões (dessa vez empiricas) sobre o amor. Eu acho que ele é uma mistura meio explosiva de paixão e amizade. E quando um desses ingredientes diminui acontece crises. Quando um desses ingredientes some, termina o relacionamento (ou pelo menos fica uma bosta). E além disso, não acho que ele seja perfeito, nem eterno. Acho que existe uma certa conveniencia nisso tudo. Fiquem horrorizados, mas creio eu que quando as condições são adversas, só o que mantém duas pessoas juntas é a teimosia, não o “amor”. Deixa eu explicar.
Acho que quando falta a paixão, acontece aquelas crises de monotonia. E quando acaba a paixão, acontece aquele termino raro que as pessoas continuam a se gostar, até a conversar, mas se separam. Já amizade...Bom, quando falta isso, acho que ocorre muitas traições, brigas (obvio) e mentiras. Quando termina a amizade, é aqueles “terminos barracos”, em que as pessoas se odeiam, nunca mais se falam, etc. To pegando os extremos, mas um termino pode ser só a mistura bem articulada dessas duas carencias. Ou outras coisas, sei lá.
Outra, o “amor” não é perfeito. Nada nem ninguem é perfeito ( Só Deus, para os religiosos). Se o amor fosse perfeito, ele seria chato. Não emocionante como é em seu melhor estado. E se ele não é perfeito, não é eterno. E hoje eu fico até feliz por essas duas coisas. A busca por perfeição mata qualquer coisa. E a eternidade faz tudo cair no tedio. Tudo de bom na vida termina, até a vida termina. Porque o “amor” seria diferente? Acho que ,atualmente, por eu ver que meus relacionamentos vão ter um final, eu aprecio mais. Como se todo dia fosse o ultimo biscoito do passatempo, ou o ultimo dia em Porto antes de voltar pra MG. E se um dia eu errar e não terminar? Não vai ter problema também, afinal, vou estar vivendo tudo intensamente por anos a fio. Sounds good, don’t ya think?
E sobre a conveniencia nisso tudo. Bom, é o obvio: Você só tenta manter as coisas que te agradam. O amor envolve um estranho masoquismo, e você gosta dessa dor. Pode até não admitir, mas gosta. Porque se não gostasse, afastava ela de você. Então sem desculpinha que o amor nós faz fazer coisas. Somos seres pensantes, por Deus, todos nós sempre sabemos o que estamos fazendo. Quando ocorre das pessoas não gostarem mesmo de como as coisas estão, mas se mantém, eu acho que é pura teimosia e um cado desse masoquismo. Até porque muita gente sente orgulho de falar coisas tipo “Putz, eu sofri muito em tal época por causa de fulano, mas no fim, tudo valeu a pena.” Essas pessoas vão se foder. Como dizia o Mark, quem faz uma vez, faz duas.Essa tal época vai voltar, prepare yourself.
Então sei lá. Eu vou torcer para que o relacionamento de todos vocês dêem certo. Os atuais, e caso haja futuros também. Mas tentem ter uma visão sobria das coisas. Analisem os fatos, não os motivos. Isso vai fazer as coisas muito mais simples. Não achem desculpas, e só ouça pessoas que não tem medo de te falar a verdade. É melhor ouvir um “Ela não vai voltar, bicho” verdadeiro, do que um “Não tem como vocês não ficarem juntos” mentiroso. Eu sei que falar é mais facil que fazer. Que isso é meio frio e etc.. Mas é minha humilde experiencia (A).
Entretanto, se vocês virem por aí um relacionamento perfeito e eterno, e que vocês achem que exista esse tal sentimento uno chamado “amor”, que seja realmente diferente de tudo que eu citei aqui. Me dêem um toque. Afinal, eu ainda acredito em milagres.
Abraços a todos. E um beijo especial pra Xu, que sempre quis que eu escresse a respeito. Queria poder ter feito um texto que realmente condizesse com a forma romantica que via as coisas. Mas acho que andei mudando muito. Beijão (A).
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Enroladinho de camelo
Vou escrever aqui meu texto pessoal por duas razões:
1. A chance de algum conhecido meu ler é infinitamente menor.
2. Pra colaborar com o CL
Enfim, eu tô me perguntando o que que eu to fazendo da minha vida. E acho que a resposta tá bem clara: nada. absolutamente nada. porra nenhuma. Como vocês queiram chamar.
Aí eu me pergunto: caralho, por que?
Vô te falar, eu não sei o que é se sentir infeliz, mas se a infelicidade existe, é algo semelhante ao que ando sentido nas últimas semanas. Eu realmente não tô afim de fazer nada, só esperar e desejar que a UFRJ me readmita. Talvez deitar e ler um livro, não sei... Talvez eu só esteja precisando de ajuda. Mas acho que várias pessoas já tentaram me ajudar, o problema é que eu preciso de respostas e isso ninguém consegue me dar. Eu sei que tô sendo ingrata em relação a muitas coisas, mas no momento em que eu me enquadro, não, não esperem compreensão ou gratidão. Não vão ter.
Preciso de férias, gente. De verdade. É, eu não apareço na faculdade há um mês. Mas ainda fico martelando minha cabeça, me sentindo culpada. Eu quero é estar distante dessa culpa. =/ Sabe o que é ironicamente engraçado? Ninguém tá pagando a faculdade e eu tô me sentindo culpada. Eu matava aula na escola, estavam pagando caro e eu cagava. Vai entender..
O ano não tá sendo muito bom pra mim, fato. Apesar de tudo, eu estou cheia de esperança que ano que vem as coisas fiquem melhor, principalmente porque eu pretendo trabalhar para isso.
Mas até lá, que me perdoem, mas eu não sou eu. Eu não estou estudando e não vou estudar, não estou sendo presente com meus amigos, nem vou ser, não escrevo nenhum texto que preste, nem vou escrever, aliás, eu nem escrever eu ando escrevendo... O que eu queria agora é que o inverno chegasse, eu me jogasse na cama e me enrolasse no cobertor e assistisse uma porrada de filmes. Eles são a minha fuga da realidade.
Enfim, eu não vou me matar, ok? hauahauaha eu só tô desanimada.. com tudo e pra caralho.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Vibrations: Vocês são fodas!
Primeiro queria dizer que to sentado debaixo de uma arvore no meio da faculdade. Com dor nas costas. Então logicamente não vou ter SACO pra fazer a formatação normal de um vibrations. Mas to morrendo de saudades de escrever. E essa inacessabilidade a internet me enche. Pq não tenho mta organização pra escrever sem o comodismo de ela em casa.
Mas vocês são fodas. Ninguem mais escreve nessa porra!? Guga, Mare, P.A.? No verão eu vou voltar a atasanar todos vocês com os malditos dias, e os malditos prazos.
Eu tenho vários temas pra escrever. Eu queria falar sobre a diferença entre meninos e homens. Queria falar sobre os adeus que a vida nos oferece. Queria falar sobre o meu MENGÃO FUDEROSÃO CAMPEÃO BRASILEIRO DE 2009. Queria falar sobre o apego exessivo que temos em coisas que não valem a pena. Queria falar sobre o cenario politico nacional, e queria falar como continuo achando o socialismo uma bosta. Cada vez mais bosta xD.Mas minha dor nas costas tá latente, e meu msn não pega, e eu to com fome e preciso cortar o cabelo. Então se algum de vcs bloggeiros dessa budega ler essa porra. Voltem a escrever, plz. E se vcs, nossos mais fieis leitores ainda estiverem aew *_*, plz, comentem pra que essas almas lembrem-se que tem gente que ainda se importa com o que há de ser escrito.
Abraços a todos
CL (Segundo meu pai, Consumidos de Luxo, SHUAHSUAHSU)
sábado, 15 de agosto de 2009
Enroladinho de camelo
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Vibrations: Medo, coragem e recomeço
Luigi Pirandello

É galera…As coisas não param de acontecer, o mundo não para de rodar. E infelizmente, nem sempre como nos planejamos. E, sei lá, quando as coisas dão errado, o que a gente deveria fazer? Eu não sei direito. Eu li a arte da Guerra, e ele meio que diz que se tem que procurar o melhor caminho para a vitoria. Se seus planos estão dando errado (de um jeito desagradavel, logico) então talvez esteja na hora de dinamizar, buscar um novo caminho, tentar de outro jeito, ou numa lingua mais pejorativa, desistir mané.
Mas veja bem, pra muita gente é dificil desistir de algo que se imaginou que fosse perfeito, e se quis com tanta força. Isso é tão natural quanto as coisas darem errado certas vezes. E aí é necessario uma força e coragem incrivel para encarar a dita desistencia.(Algo que eu prefiro chamar de “buscar outro caminho”). Muita gente nunca vai ter a coragem de fazer isso. O medo de ser considerado fraco, fazem delas fracas. É necessaria muita coragem para encarar a opnião alheia, a surpresa que você mesmo tem ao decidir algo assim, e principalmente para encarar um caminho novo e imprevisivel.
Esse medo de encarar algo tão assustador é tão comum, que você, meu caro leitor, deve sentir e mal sabe. E reconhece-lo é dificil, demorado e doloroso. Reconhecer o momento certo de tomar um novo caminho é dificil. Tanto que normalmente tomamos em momentos pouco propicios. Mas isso não é vergonha alguma. É só mais uma prova de o quão essa retomada pode ser dolorosa e demorada.
Tem gente que vai preferir se enganar. Tem gente que vai se esconder atrás de mil motivos. Tem gente que vai falar que é só momento. A realidade é que se elas se enganarem durante muito tempo, vão começar a acreditar que isso está certo. Minha fisioterapeuta dizia que a gente é capaz de se acostumar com tudo, até com a dor. Eu duvidei durante um tempo, mas hoje tenho como verdade. Muita gente vai se acomodar e deixar de viver sua vida como merecia.
E, talvez por esse medo, pressão, delirio coletivo, temos uma sociedade frustrada, triste e sem motivação pessoal. É mais facil seguir em frente do que mudar o caminho da sua vida. É mais facil ser um codjuvante do que um ator principal. É mais facil ser um socialista do que um capitalista (não podia deixar de zuar, mas é brincadeira, juro³). É mais facil passar a bola que fintar. Antes não achava isso, mas hoje vejo: É mais facil ser triste que feliz. Porque felicidade implica merito, implica luta, implica coragem. Seja para lutar pelo o que te faz feliz (independente do que for), seja reconhecer que sua vida, por si só, já te faz feliz.
Seja ter coragem para voltar pra casa, e buscar um novo começo.
Késia, Eu to muito orgulhoso de você. Eu te amo.